domingo, 25 de junho de 2017

Ela está de volta



Em 2015, antes mesmo de estrear em circuito nacional, o filme `Que horas Ela Volta?`, da diretora Anna Muylaert, já tinha ganhado o prêmio especial do júri no Festival de Sundance, do Panorama de Berlim, além de receber boas críticas das mídias internacionais. Na época, estava sendo cotado para representar o Brasil e disputar uma vaga  no Oscar 2016, coisa que não aconteceu. 

Para quem desconhece, a diretora é uma das mentes criativas de grandes sucessos infantis dos anos 1990, como `Mundo da Lua` e 'Castelo Rá-tim-bum, ambos da TV Cultura. Anna também dirigiu as produções premiadas `Durval Discos` e `É Proibido Fumar`. 

O longa `Que horas Ela Volta?` gerou polêmica em outros países porque mostra uma questão bem conhecida no Brasil, a classe doméstica e sua representação (ou falta de) na sociedade. O filme foi lançado no ano em que a PEC das Doméstica, lei que estabelece novos direitos trabalhistas para a categoria, foi sancionada pela presidente Dilma.

Escolhi a Anna como personagem para um projeto de entrevistas com pessoas influentes que a Elemidia, empresa que trabalho (ou trabalhava), tinha começado chamado de 'SpeedReading'. O modelo em que essas entrevistas eram exibidas não deu muito certo (ainda bem pq eram horríveis e difíceis de ler) e nossa antiga gestão decidiu manter o layout original da marca. Coloquei uma foto no meio das perguntas para ilustrar o resultado final.

Entrevistei a diretora na casa dela, no Alto da Lapa, em São Paulo. Era uma sexta chuvosa e de manifestações na cidade, se conhecem um pouco de SP sabem que no fim desse dia tudo virou um caos. Ela mora em uma residência bem legal, arborizada e típica de quem faz arte. 

Anna Muylaert trabalha em um universo dominado por homens. Consciente, ela sabe enxergar as mudanças de seu setor em relação às mulheres, mas sem esquecer que assim como mostra em seu filme, o machismo muitas fezes nasce com elas.



Qual foi sua principal inspiração para fazê-lo?
 
Foi a maternidade. Quando eu tive filho, o José que tem 20 anos agora, eu fui aos poucos percebendo a nobreza desse trabalho de ser mãe e reparei como ele é desvalorizada no Brasil e na América Latina inteira.  Poxa, o trabalho mais nobre e o mais desvalorizado e que inclusive os homens pulam fora no trabalho de educação do filho. Fiquei sabendo outro dia que o Bolsa Família 100% é todo dado em mão de mulher, então vendo esse desinteresse dos pais pela educação e consequência disso entrega-lo nas mãos de uma terceira pessoa que seria a babá e como isso é uma prática muito comum no Brasil. Eu quis fazer um filme que falasse não só da questão da educação mas também da social que e a figura da babá representa.
 
Você se surpreendeu com o prêmio?

Quando você vai para um festival concorrido, não se surpreende se ganhar um prêmio e nem se não ganhar, faz parte do jogo. Eu sei que o filme era competitivo e fiquei feliz em ter ganhado, mas não surpresa.

 Em que um prêmio muda a relação das pessoas (produtores, atores) com você e com seu trabalho?

Em termos pessoais meus, muda. Faz 30 anos que entrei na ECA para fazer cinema e acho que quando se ganha prêmios como esses é uma realização muito grande. Eu tenho a sensação que alcancei uma coisa que queria muito quando entrei na faculdade. Eu tive um ganho pessoal, estou mais segura. Na relação com as pessoas eu já não sei, não aconteceu nada que determine isso. Ninguém me chamou para trabalhar, não houve um movimento assim ainda.

Ao que você atribui as boas críticas e o sucesso, sendo que o filme tem uma linguagem especifica e um tema complicado no país.

O filme no Brasil é percebido de um modo bem diferente que do pessoal de fora. A própria estrutura do filme está apontando o código de regras e de comportamento social de classes, a personagem da filha da empregada vem para quebrar essas regras. No Brasil, até onde sei, as pessoas veem e sentem um constrangimento em relação ao tema da empregada ,que todo mundo vive de um lado ou do outro da porta da cozinha. No exterior rapidamente o debate sai da doméstica e passa a ser das relações humanas universais, onde essas divisões de classe acontecem o tempo todo. Na Europa fica mais um nível teórico, o filme tem um humor que para eles é muito forte e lá  essa característica da alegria e muito destacada. É um filme muito sério sobre questões humanas pertinentes e ao mesmo tempo político, afetivo e divertido, por isso foi um sucesso.  

Qual a diferença entre seu filme e a comédia as `Domésticas`?
 
É uma diferença absurda. As `Domésticas' é filmado do ponto de vista da sala, ele vê a empregada do ponto de vista da sala, goza dos modos, do jeito de falar errado. Uma bizarrice. O meu é do ponto de vista da cozinha, o objeto que vai ser gozado e o patrão. A câmera está em lugares muito diferentes.

Você acha que esse filme agradou a classe das domésticas?

Eu só mostrei para umas cinco domésticas até agora e elas ficaram bem tocadas. Algumas choraram, ficaram mudas. O filme revela esse código que a gente não costuma conversa.

PEC das domésticas, opinião?

Ótimo. Eu acho que é um processo irreversível,  uma tentativa e um sucesso do governo do PT de tirar as empregadas do saco do escravagismo. Essa é uma das profissões que mais rasto essa questão, tempos atrás nem era considerada uma profissão e a PEC está profissionalizando isso.

 Na sua opinião, por que ainda tem poucas mulheres trabalhando na área cinematográfica? (Direção, roteiro)

No Brasil tem muito mais mulher dirigindo do que na França, talvez aqui seja o país onde mais tem mulher. Eu acho que a mulher como um todo está ocupando cada vez mais espaço. 

Qual seria solução para se ter uma igualdade nesse setor?

Eu acho que o machismo nasce na mulher, vem de mãe, que em muitas situações toma o partido do pai. Nessa hora, o machismo está sendo plantado, acho que temos que cada vez ficar mais atentos com as práticas machistas de desvalorização da mulher tanto com a gente quanto dos nossos filhos.  

Você enfrentou alguma dificuldade nesse mercado por ser mulher? Qual?

Eu nunca senti dificuldade por ser mulher, mas eu sempre ganhei menos que meus parceiros homens durante muito tempo e foi preciso muita análise. A mulher tende a trabalhar mais e ganhar menos e o homem tem aquela coisa narcisista de sempre se valorizar e a mulher já e o contrário, talvez uma humildade maior.   

Você enfrentou alguma dificuldade nesse mercado aqui no Brasil? Qual?

É um mercado muito difícil, quase impossível e nem sei se vou continuar (risos). Depois de 30 anos de carreira, cada vez eu acho mais difícil porque não é uma carreira que tenha continuidade. Se eu não sentar e eu mesma fizer, nada vai acontecer. É difícil caracterizar como profissão hoje e olha que sustentei meus filhos sozinha fazendo isso. Diretor de cinema e tão difícil que eu quase nem considero como profissão, to achando que é hobby.




Que diferença você acha que há entre o cinema feito no Brasil e em países como México e Argentina? 

De modo geral, a educação na Argentina é bem melhor que no Brasil, eles são mais intelectuais e cultos que a gente e consequentemente o cinema é melhor, porque existe um padrão. Aqui existe uma influência muito forte da TV, uma coisa meio inversa. Na Argentina tem muito mais conhecimento na estrutura dramática, o cinema deles parte de um padrão mais alto. Os filmes de maiores sucessos daqui partem de um padrão de um programa humorístico da Globo.

O que falta no cinema brasileiro?

Acho que falta na educação brasileira e no cinema. Existe um despreparo geral.

Por que a produção cinematográfica atual privilegia comédias?

Privilegia tudo que a Globo mostra e que repete no cinema.

Você começou como roteirista no Castelo-RÁ-TIM-BUM e Mundo da Lua, o que isso te ajudou no trabalho como diretora?

Eu aprendi a estrutura dramática e a escrever, com isso eu tenho uma liberdade muito grande porque dirijo meus próprios projetos. Direção de cinema exige um conhecimento em várias áreas e talvez a principal delas seja estrutura dramática.

O que você acha das leis de incentivo à cultura do país? E como você vê o trabalho da Globo filmes?

A maioria dos filmes nem vem pela lei de incentivo, vem por editais. Poucas pessoas conseguem captar recurso em empresas privadas, a maioria e ligados a publicidade. Maior parte da verba vem de editais federais ou da lei audiovisual. É uma ótima ajuda para uma retomada, mas espero que um dia o cinema seja uma indústria que investimos e retomamos o dinheiro sem precisar de incentivo do governo.
 
Quais são suas influências no cinema ultimamente? 

Ultimamente os irmãos Cohen, filme uruguaio `Whisky`, `Som ao Redor`. Cinema do Claudio Assis e da visceralidade dele.

Qual filme marcou sua vida e por quê?

Laranja Mecânica porquê é um filme paradoxal o tempo inteiro, até no nome. Ele tem uma perfeição técnica e um nível de criatividade que atinge todas as áreas do filme. É uma sinfonia de um mestre chegando no ápice.
 
Qual seu futuros projetos (cinema/tv)? Como a vitória em Sundance pode influenciá-los financeiramente.

Eu estou terminando o filme “Mãe só há uma” e estou parando para balanço (risos).  Estou cansada e sem dinheiro.

Qual sua opinião sobre o Oscar? O que mudaria nele se pudesse?

Eu gostaria que eles premiassem os melhores filmes do ano e não os mais ou menos (risos).

O Oscar está em seus planos? Se ganhar qual será o discurso?

Falta muito para eu fantasiar meu discurso no Oscar.

sábado, 24 de junho de 2017

Fiscal do mau humor


Em 2014, o humorista Danilo Gentili completava três anos como apresentador de Talk Show. Começou em 2011 no "Agora É Tarde", na Band, e dois anos depois aceitou o convite para assumir a bancada de um programa "100%" dele no SBT, levou sua equipe junto e assim nasceu o "The Noite". Boa audiência para o horário, Danilo, que já era conhecido do público e da justiça também, se consolidou na emissora e no negócio. Lançou série em canal pago e a adaptação de seu primeiro livro, "Como se Tornar o Pior Aluno da Escola",vai sair no cinema ainda este ano (2017).

Como escrevi outras vezes, escolhi Danilo Gentili como meu personagem para um projeto de entrevistas com pessoas influentes que a Elemdia (empresa de Out Of Home, ou conhecida como `telinhas de elevador') estava começando, chamado de `SpeedReading`.

Minha conversa com ele foi feita na sede do SBT durante o intervalo da gravação de seu programa, em um dia que nenhum brasileiro esquecerá, o dia do 7x1. Mesmo nervosa com o jogo, que nem tinha começado, encontrei Gentili preparada para possíveis gracinhas, me enganei. Alto, bem alto, o humorista, desculpe o trocadilho, não brinca em serviço quando se trata de sua profissão. Simpático, Danilo teve acontecimentos em sua vida que passaram longe da graça, acho que por isso ele leva o riso tão a sério.



Qual o limite do humor?

É uma pergunta que sempre fazem, mas nunca perguntam Qual é o limite do mau humor? O que faz uma piada, que é uma coisa para causar o riso, virar algo ruim é o mau humor. Acho que é esse limite que tem que ser questionado. Sempre que o humorista faz uma piada ele tem o intuito de causar o riso por uma coisa boa, causar o bem-estar, fazer a pessoa se sentir bem. O que faz as pessoas se sentirem mal é o mau humor, que pega essa piada feita para rir e fazem as pessoas se sentirem mal com aquilo. Se colocarmos na balança o que dá prejuízo é o mau humor e não o humor.

Mas você acha que os humoristas respeitam as pessoas mal-humoradas?

Claro. Tanto é que os shows que eles fazem são só para pessoas bem –humoradas, vai quem quer.  Eu não posso ficar questionando Qual o limite do pagode, por exemplo, eu não gosto de pagode mas eles continuam fazendo o trabalho deles.

Qual o assunto do seu livro e que perguntas seu novo livro vai tentar responder?


Meu livro se chama O Guia Politicamente Incorreto do Humor, da editora Leya, que tem outras publicações do mesmo gênero e por isso dei a ideia de fazer um guia do humor. O intuito do livro é fazer uma leitura de como o politicamente incorreto, que é a moral que rege hoje em dia na mídia, fiscaliza o humor através de seus valores.

 Você acha que o humor conseguiu o espaço que merece no Brasil? 

Sim, assim como a música, o teatro e as formas de arte. O humor tem esse espaço desde os primórdios porque ele tenta causar o riso, que é uma coisa biológica. Desde que o homem entende quem ele é, o humor já  tem um lugar em qualquer sociedade, sempre existiu e sempre vai existir


Você usa política na maioria das suas piadas, em que momento se interessou por esse tema ?


Desde o momento que eu vi que a política é a coisa que o Estado, Governo e as pessoas envolvidas em geral me enchem o saco, me interessa (risos). Desde que eu entendi que Governo/Estado é o problema e não é solução me interessa.

Por que a política nacional é um tema tão abordado pelos humoristas?

Na verdade os humoristas brasileiros falam pouco de política e quando falam é de uma forma muito genérica. Aqui ninguém cita nome, é sempre “o político é ladrão, o governo é ruim”. Tá, mas que político é ladrão?, porque ele é ladrão? No Brasil essa área é pouco desenvolvida ainda. Mas é do brasileiro mesmo que não quer citar nomes para nunca se comprometer, essa cultura de ficar bem com todo mundo, ficar bem até com o próprio carrasco. Por isso que essa fiscalização do politicamente correto aflige tanto os artistas.

 Como o humor pode contribuir para a política (se é que pode)?

Eu acredito que o humor tem que ser uma válvula de escape, essa é a principal contribuição e função dele. Uma coisa pesada para você, seja um problema pessoal, físico, político, opressão do governo ou psicológico, se sabe encarar isso usando o humor, você tem uma válvula de escape para não te afligir tanto. A grande colaboração que o humor trás é dando uma válvula de escape para os problemas pesados das pessoas. Agora se o humor questiona ou faz questionar, eu acho que ficam jogando ao humorista uma coisa que ele não é professor, não é filósofo, ele está ai para fazer as pessoas rirem.

Você acredita que exista humor inteligente como dizem, CQC por exemplo?

Todo humor é inteligente porque o homem é o único animal que ri, então todo humor envolve raciocínio e o homem depende da razão para dar risada. Por mais que uma piada seja infantil ou simplista, o raciocínio vai acionar essa ação de rir. É impossível fazer humor sem envolver a inteligência.

Alguma piada ou comediante já te ofendeu pessoalmente? Qual?

Nunca. O comediante que se ofende com piada não está preparado para se comediante. Ele dever ser o primeiro alvo de suas piadas e o cara que menos se incomoda com elas.

Qual tema de piada nunca perde a graça? E que tipo de piada você já cansou?

A piada perde a graça na segunda vez que você ouve ela e esse é o problema. Diferente dos cantores que podem repetir as músicas, os comediantes não podem conter a mesma piada todo dia, essa é a grande dificuldade. Tudo que você cria hoje, amanhã já perdeu a graça. A piada envolve uma surpresa, se você conhece a surpresa não vai conseguir rir da segunda vez.

Tem diferença entre piada e humor?

Tem, o humor abrange várias coisa, desde quadrinhos a peças de teatros. A piada é uma dessas vertentes do humor.

Qual a principal mensagem que o Politicamente Incorreto, a série, quer transmitir? 

É uma série que vai cobrir os bastidores de um gabinete de um deputado federal que é confundido com uma pessoa honesta e vê a chance de concorrer a presidente. A  série vai abranger um pouco dos bastidores de como é feita a política nacional e do próprio politicamente correto, que é a agenda política que todo mundo tenta enfiar goela abaixo.

Teve alguma inspiração para fazer esse deputado, alguém especifico?

Não, é um político modelo brasileiro.

 O que é politicamente correto pra você? Por que acha que deve ser combatido?

Politicamente correto deve ser combatido porque ele é nitidamente, historicamente uma agenda política específica que estão tentando colocar em voga aqui. Qualquer agenda política deve ser parada. Eu não quero fazer parte dela, quero seguir minha vida em paz e quando vejo que tem uma agenda política com o nome de politicamente correto nada mais é que um marxismo cultural com nome politicamente correto. Quando eu vejo que querem que isso reja as regras como as coisas são, considero uma invasão grande, ninguém me perguntou se quero ser regido dessa forma

 O que acha dos talk shows brasileiros, comparados aos de fora (Jimmy Fallon, Stephen Colbert, Jon Oliver etc)?


A grande vantagem que os EUA, que além dessa ideologia de liberdade por conta da quinta emenda e dos bussines bem desenvolvidos, eles são donos da própria carreira. Aqui uma emissora é dona da carreira do artista e acaba dificultando um pouco. Se as emissoras entendesse que quanto mais livre o artista é, será melhor para ele e para emissora, ficaria mais fácil.

Tem diferença entre o humor feito em outros países com os daqui?

Não, o humor é humor em qualquer lugar. A diferença é contextual, a cultura é uma então se ri de certas coisas. O cotidiano de lá é diferente.

 O que acha do programa CQC hoje em dia? 

Eu nunca mais assisti desde que saí de lá. Meu programa passa na mesma hora que o CQC e eu fico vendo o meu. Mas eu guardo muitas coisas boas e com carinho.

 Quem te inspira no humor e por quê?

Tem comediantes que eu gosto, mas não costumo me inspirar muito porque senão cometo erros que já vi muitas colegas cometerem de tentar imitar a pessoa. O humor quanto mais autêntico e verdadeiro for mais chance de ser engraçado ele tem. Eu gosto do Chris Rock e Steve Carell, que é mais que um comediante, é um ator de comédia.

Você acha que o Rafinha Bastos de tentou te imitar apresentando o Agora é Tarde?

Pois é, se ele tentou foi um erro. Na verdade eu criei o programa, é muito difícil pegar algo feito por outra pessoa e tentar fazer diferente, é uma armadilha muito grande. Eu jamais aceitaria fazer um programa que eu não tenha criado por causa disso. Já me ofereceram e eu rejeitei porque acho que não teria nada haver comigo, eu não cairia nessa armadilha.

Como você lida com dias em que não está se sentindo feliz?

Comediante tem que estar sempre disposto a ouvir e contar piada, como comediante ele tem que ser o cara que mais entende o que é uma piada. Na verdade, os dias que não está tão bem são os dias que as piadas caem melhor, pelo menos para mim. São os dias que mais preciso delas.

Acha que o futuro do humor é a internet (Porta dos Fundos) ou a TV, Por quê?

Nos dois e talvez em outro lugares que não conhecemos ainda. Há 20 anos ninguém sabia que iria existir um canal chamado YouTube.

Você gosta do Porta dos Fundos?

Gosto bastante. Gosto também de como eles transformaram o trabalho deles em uma marca, gosto desse tipo de coisa.

Como a redes social ajuda no seu programa?

Eu uso as redes para ver o programa junto com as pessoas que estão assistindo, as vezes para fazer comentários. Eu uso como uma pessoa normal.

Qual importância dos animais na sua vida?

Eu gosto muito de animal, tento resgatar sempre que vejo algum em situação de risco e tento ajudar. Eu moro em apartamento e levo tudo para casa da minha mãe.

Qual o diferencial do The Noite? Que liberdade você tem hoje que não tinha antes

Agora todo o controle do programa passa por mim e pela minha equipe, então fazemos exatamente tudo que a gente quer. Desde o cenário até a cor da caneca, passando pelo conteúdo, pelas entrevistas é 100% nosso. Não temos um fiscal, um cara lá em cima falando que não pode. Antes era um pouco mais regulado.

Tem algum quadro do programa que você goste mais, ou tenha um carinho especial?

O The Leite Show é o que eu mais gosto, era um dos que eu queria ter feito desde o Agora é Tarde, mas por algum motivo não deixaram fazer. Aqui eu faço e é a coisa que eu mais gosto.

O que gostaria de ver escrito na sua lápide?


Enterramos a pessoa errada

Se fosse um super- herói ou pudesse ter um superpoder, quem/qual seria e pq?


Eu queria ter o poder de combater a burrice, porque a burrice é o maior poder do mundo e não é a ignorância, é a burrice mesmo.

Qual sua característica como empreendedor e apresentador?

Eu sou insistente no que eu gosto. Se gosto de alguma coisa, eu me empenho para fazer da melhor forma possível.

Qual sua reflexão sobre os três anos de talk show?

Não parece que são três anos para nós que trabalhamos aqui e isso é um bom sinal, há três anos gente se encontra para trabalhar e está indo tudo bem, ninguém quer parar agora, queremos mais dez anos. Minha maior reflexão é que os bastidores é a melhor forma de funcionar qualquer coisa, se está tudo bem no bastidor, tudo dá certo.

Quais são seu planos?

Meus planos são lançar a série quando começar horário político, o livro que sairá em outubro e o filme Como se tornar o pior aluno da escola que está em fase de captação de recurso ainda.