domingo, 18 de junho de 2017

Panelas

Tentei relacionar amizades e comidas para dizer o que sinto sobre um fato específico, pessoas específicas. O texto foi feito em dezembro  de 2016, depois de uns acontecimentos chatos que me fizeram refletir sobre algo que deveria ter compreendido faz tempo. No fim, percebi que o que escrevi serve para todas as convivências importantes que tive.
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Todo mundo tem sua panela, na escola, na academia, no trabalho, na vida, várias ao mesmo tempo, faz parte. Na minha panela, em uma das, tinham cinco ingredientes rotineiros. Claro, cada um diferente do outro e que dependendo do turno não se misturavam e que muitas vezes até eu me enjoava. Peculiares, juntos davam um toque especial no meu café, almoço e janta, por mais difíceis que eles fossem. Lógico que dentro de cada panela existe uma panelinha também, pq nem tudo combina o tempo todo, igual ao feijão com arroz. Com a minha não é diferente.

Eu demorei para entender que às vezes não são os lugares ou que tipo de utensílios são usados para fazer nossas refeições especiais, são os ingredientes que fazem toda diferença, e no fim faz tudo fazer sentido. Agora, essa panela tem cinco furinhos, cinco ausências. Eu sei que a essência de cada um deles sempre estará aqui, mas minha comida não vai ter mais a mesma graça de antes.

Quero dizer que meu dia não vai ser o mesmo sem o gosto refinado e cricri do Mantova, sem as frutas e o álcool gel da Mari na mesa, os vícios de BK ou bar da Mirela, o Will cantando “É ISSO AI“ parecendo uma panela de pressão para me irritar e as bananinhas da Déia (com aquela voz rouca).

Mas tudo bem, sei que faz parte do jogos de panelas, as antigas se juntam com as novas, vai virando um mexidão de temperos e momentos, tudo junto e misturado. As pessoas levam os sabores daquilo que elas vão conhecendo nesse trajeto doido gastronômico da vida. Meu sabor infantil e fresco estão em algumas panelas por aí, inclusive na de vocês.

Então “miguxos da Gi”, isso não é uma despedida, é só um post de agradecimento, com aquele gosto bom de felicidade e fome de saudade .

Obrigada por esses anos, foi loko, sério!


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